sexta-feira, 15 de julho de 2011
KEOMA (1977)
Spaghettaço... clássico, embalado por uma trilha sonora também muito boa. Franco Nero interpreta Keoma, um índio mestiço de pai branco que é inimigo de seus três irmãos, que trabalham para Caldwell, homem violento que domina uma pequena cidade. Keoma tem sob sua guarda uma mulher grávida supostamente contaminada pela “peste” e que, por causa disso, teria sido banida pelo bando de Caldwell. Essa é a premissa. Nada que não nos lembre dezenas ou centenas de filmes, bons ou vagabundos, não importa. Importa que o enredo que dá sustentação ao filme, antes de ser um problema, tem a simplicidade dramática necessária a uma encenação barroca, radical e estilizada. O que impressiona em Keoma é como Enzo Castellari parte dessa premissa de faroeste bastante básica e trivial (uma história familiar de vingança) e imprime uma vertigem que transcende os diálogos transitivos e rasos, ou, paradoxalmente, os utiliza de maneira funcional. Não importa a natureza dos fatos narrados, mas como eles passam a existir efetivamente nos filmes. Assim, Castellari faz de Keoma a tragédia mais abissal dos faroestes spaghetti. Desde a primeira sequência, há uma gravidade trágica que pesa sobre o personagem no destino traçado pela velha bruxa. Toda essa gravidade chega ao ápice no assassinato do pai de Keoma, com sua dilatação do tempo, os super closes, a câmera lenta, dramática. É o canto de cisne do faroeste spaghetti e um dos monumentos do gênero.
Legenda + Filme (torrent)
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1 comentários:
Keoma é ducaralho!!
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